Se você está apaixonado ou se acaba de perder um grande amor leia e reflita atentamente o texto que começa na página 26.

Se você está diante de uma tomada de decisão que possa melhorar sua vida, não tome nenhuma iniciativa, não comece nada sem antes ler o texto que começa na página 3.

Se você está com trabalho pelas tampas e a grana aquela mixaria, ou se sobra apenas uns caraminguás ao fim do mês, precisa ler urgente o texto que começa na página 17, se inscrever o quanto antes, SE POSSÍVEL ONTEM e aprender sobre sobrevivência financeira – certamente vai encontrar a solução para o seu caso.

Para que você possa conhecer o curso do Transformacionalismo estou lhe enviando uma amostragem de nossas soluções.

       Esta é a oportunidade que você esperou por toda a sua vida!

Veja o nível da sabedoria de vida que passamos a você e se inscreva.

O Transformacionalismo lhe oferece dicas e estratégias em seis áreas diferentes de sua vida: como estabelecer bases para a prosperidade e o sucesso; como construir o equilíbrio mental e emocional; como planejar e agir para conquistar o sucesso; como ter saúde e vigor físico; como construir sua prosperidade financeira; como conquistar relacionamentos bem sucedidos.

Além disso você aprende a filosofia Niskama Karma e recebe um bônus a cada mês.

Não há como lhe dar uma amostragem da filosofia Niskama Karma porque cada remessa tem em torno de 60 páginas.

Sobre as lições de Prosperidade Financeira, além dessas aulas do curso você ainda recebe na íntegra o curso A Regra de Ouro que contem dicas maravilhosas sobre diferentes maneiras de ganhar dinheiro e sobre inúmeras atividades profissionais.

       Das lições do curso selecionei três para que você possa ter uma ideia a respeito. A primeira que está a seguir é uma aula bem básica sobre o caminho a trilhar para mudar:

NÍVEL FUNDAMENTAL Sexta Aula.

Qual o caminho a trilhar para mudar sua vida?

Aqui abordaremos o POPA.

Se você tem uma boa noção de suas necessidades fica mais fácil decidir.

Para tomar uma decisão existem recursos interessantes a serem aprendidos.

Você vai ter acesso agora a uma das ferramentas mais completas sobre tomadas de decisão.

O método POPA é uma ferramenta de transição entre o autoconhecimento e a ação.

Quando me refiro ao autoconhecimento neste caso específico estou me referindo às suas necessidades.

Se você já definiu quais são suas necessidades, com certeza encontrou inúmeras delas e precisa priorizá-las na ordem de importância.

Depois de enumerar várias delas e decidir qual a que deseja implementar antes que as outras, listará uma série de tarefas que precisa fazer para conseguir o que quer.

É claro que para que a ação dê certo é preciso planejamento e para que você possa planejar de forma eficaz existe o POPA.

E o que é o POPA?

O POPA é um método que criei fundamentado no método SWOT americano ele examina suas forças e suas fraquezas onde P são seus Poderes internos, o O são seus Obstáculos Internos, o outro P são as Possibilidades ou oportunidades que o mundo lhe oferece e o A são as Ameaças externas que podem ocorrer.

Esta ferramenta de Coaching que surgiu nos ensinamentos de Sun Tzu, foi trabalhada em Harvard dando origem a técnica SWOT e adaptada por mim à técnica POPA.

Essa ferramenta também serve para avaliar suas possibilidades de sucesso.

Sun Tzu que escreveu a Arte da Guerra dizia o seguinte:

Está claro o que significa recursos internos e ameaças externas.

Fundamental para fazer a passagem entre o auto conhecimento e o planejamento e a ação é o método POPA.

Pegue uma folha limpa e faça o sinal de mais no meio dividindo em quatro quadrantes de lado a lado, conforme ilustração a seguir.

Em cada um desses quadrantes você anotará um dos componentes do POPA:

Agora antes de começar a pensar em seus Poderes Internos, primeiro você tem que se concentrar no que você quer, pegue outra folha de papel e faça uma lista das coisas que quer.

Por exemplo:

Se tornar um Coach de sucesso.
Perder 10 quilos.
Aumentar significativamente suas vendas.
Aprender a falar inglês.

Ganhar até o fim do ano 25 mil a mais do que você já ganha.

Pronto?

Não.

Saber o que você quer não basta.

Você tem que saber os que você precisa fazer para conseguir as coisas que você quer.

Por exemplo:

       Para se tornar um Coach de sucesso você precisará ter dedicação, estudo, conhecimento, prática, credenciamento, conhecimento de marketing para poder divulgar seu trabalho, etc…

       Para perder 10 quilos, você vai precisar de disciplina, aprender uma dieta, ter tempo para se exercitar, preparar uma lista do que comer e do que evitar comer, ter acesso a uma balança e se pesar com regularidade para verificar seus progressos, etc…

       Para aumentar significativamente suas vendas, você vai ter que se esforçar, que dedicar algumas horas de seu dia com essa finalidade, conhecer mais profundamente os produtos que vende, conseguir contatos e a quem oferecer seus produtos, ter possibilidade de localizar seus clientes (Formar uma lista de possíveis clientes.), ter possibilidade de ser localizado por seus clientes (Ter um endereço comercial, cartões, folhetos, anúncios na Internet, ter um site, publicar conteúdos nas mídias, ter telefone, celular e talvez uma equipe de apoio).

       Para aprender a falar inglês, você tem que se inscrever em um curso, você tem que dedicar parte de seu tempo a conversar com alguém nesse idioma, você tem que assistir filmes falados em inglês, você tem que comprar livros para estudar, você tem que ir a aulas, realizar tarefas, etc…

       Para ganhar 25 mil a mais do que você ganha, você tem que examinar as fontes de renda que dispõe e se elas não oferecerem essa possibilidade você tem que gerar outras, você tem que aprender a diferença entre economizar e poupar e fazer ambas as coisas com método e prazo, você tem que produzir ou fornecer algo que tenha valor dentro do mercado, você tem que priorizar as atividades mais bem pagas dentro do tempo que dispõe, etc…

Bom agora você já sabe pelo menos um pouco a respeito do que você precisa fazer para conseguir ter as coisas que deseja.

Agora você tem que refletir sobre as coisas que precisa ter ou fazer e então, só então, descobrir que PODERES INTERNOS você tem que vão ajudar você a realizar essas coisas que deseja.

Quais são os PODERES INTERNOS (forças) que você tem que ter para… a tarefa que está merecendo de você este esforço de fazer um POPA para decidir como proceder de maneira mais eficaz.

       Mas entenda bem, espero que tenha ficado bem claro que estamos falando de poderes e não do que você quer.

       Agora anote a lista de seus PODERES INTERNOS que o ajudarão a conseguir isso.

       Quanto mais PODERES INTERNOS você encontrar em si mesmo e anotar melhor.

       Mas não cometa o erro típico da Marujada que anota o que quer ter, mas não tem.

       Não interessa o que você gostaria de ter como PODERES INTERNOS, interessa apenas o que você tem realmente.

       Quais os PODERES INTERNOS que você TEM e que poderiam ajudar no desempenho das tarefas que você anotou?

       Só anote o que você tem se não tem e precisa deles não são PODERES INTERNOS, são OBSTÁCULOS INTERNOS.

       Se você tem ou pensa ter algum tipo de qualidade seja bem sério em sua avaliação.

       Pergunte a si mesmo como você usa isso.

       Se a maneira como você usa essa qualidade não resulta em algo prático e de valor real, talvez não seja um PODER, talvez seja um OBSTÁCULO, anote isso no quadrante certo.

       Você não está preparando essa lista para enganar a mim, nem a ninguém, muito menos a si mesmo.

       Anote tudo de maneira correta e você estará aumentando seu auto conhecimento, se você anotar de forma errada estará apenas enganando a si mesmo e se afastando cada vez mais de seu objetivo.

       Se você tem dificuldade em encontrar ou avaliar seus PODERES INTERNOS, pense nas pessoas que você conhece e como elas o avaliariam.

       Que PODERES INTERNOS elas acham que você tem?

       Outro problema que pode ocorrer é você achar que é um PODER INTERNO o que não passa de uma POSSIBILIDADE ou OPORTUNIDADE, essas coisas tem que ser anotadas em outro quadrante porque são outras coisas.

EXEMPLO: Uma senhora gorda diz que na casa dela quem faz as compras é ela e que considera isso um Poder Interno, não é um Poder Interno é uma possibilidade (ela pode fazer).

Se fosse o seu caso, você deveria refletir sobre isso de uma maneira mais ou menos assim:

Estou feliz de ter essa oportunidade, é uma possibilidade que tenho de usar minhas escolhas de uma forma correta, mas não é um PODER INTERNO. Fazer compras pertence ao meio externo (Você não tem um supermercado dentro de si mesmo.) então vou anotar isso como uma POSSIBILIDADE.

       Observe algumas coisas interessantes sobre o seu POPA:

       A Faixa Superior é o seu lado Interno; a Faixa Inferior é o seu lado Externo.

       A coluna da esquerda são os Poderes a coluna da Direita são os riscos (Ameaças externas e Fraquezas).

       Depois que você listar 5 ou 6 PODERES INTERNOS já pode passar para os OBSTÁCULOS INTERNOS.

       Aqui você deve dobrar sua atenção.

       Ao longo dos anos que venho ministrando este treinamento do Transformacionalismo tenho observado que as pessoas que não conseguem sair da miséria, melhorar seus ganhos e conquistar uma vida mais próspera em geral não pecam em descobrir suas qualidades, seus PODERES INTERNOS e sua POSSIBILIDADES, elas pecam em não conseguir ter autocrítica suficiente para descobrir seus OBSTÁCULOS INTERNOS e suas AMEAÇAS EXTERNAS.

       Para descobrir seus OBSTÁCULOS INTERNOS pense em suas fraquezas, seus maus hábitos, as dificuldades que tem para fazer o que precisa ser feito.

       Algumas pessoas confundem problemas com facilidades e vice versa.

       Por exemplo aquilo que pode parecer uma qualidade pode ser um OBSTÁCULO INTERNO.

       O perfeccionismo, por exemplo, pode parecer ser PODER para uns e OBSTÁCULO para outros.

       Para descobrir se você acertou em seu julgamento procure criar o hábito de perguntar porquê.

       Por que você acha que perfeccionismo é um PODER?

       Por que você acha que perfeccionismo é um OBSTÁCULO?

       Reflita e encontre a resposta e depois anote essa palavra (Perfeccionismo) no quadrante certo e parta para a próxima.

  Procure anotar pelo menos cinco ou mais OBSTÁCULOS INTERNOS.

       Se não conseguir estará apenas sabotando a si mesmo.

       Não pense que você é perfeito porque você não é MESMO (Ninguém é) e se não conseguir perceber isso está cometendo o maior erro que se pode cometer em relação a transformar sua vida para melhor em todo e qualquer aspecto que esteja tentando realizar.

       Você precisa ser adulto e se julgar (Ou avaliar a si mesmo, se preferir.) de maneira o mais exata possível, o CONHECER-SE A SI MESMO é a grande essência do sucesso.

       Ao concluir essa tarefa (Tome o tempo que for necessário, mas se dedique a ela até conseguir.) você concluiu a análise de si mesmo, agora precisa iniciar a análise do ambiente.

       Quais são as POSSIBILIDADES e oportunidades que o seu ambiente lhe dá?

       Se analisar o ambiente lhe parecer algo frio e difícil de fazer, fica mais fácil se nessa análise você incluir algum ou alguns de seus objetivos.

       Por exemplo:

       Quais são as possibilidades e oportunidades que seu ambiente lhe proporciona para você…

Emagrecer?
Ter saúde?
Aumentar suas vendas?
Ser um melhor psicólogo?
Ser um médico bem sucedido?
Ser o advogado mais destacado de sua região?
Ter o carro que deseja ter?
Comprar a casa dos seus sonhos?
Completar seus estudos?
Casar e iniciar uma família?
Viajar?

       Note que todas estas perguntas envolvem três elementos:

1 – Você.
2 – Algo que você deseja realizar.
3 – Quais as possibilidades ou oportunidades que seu ambiente lhe oferece para que consiga isso.

Depois de concluir essa parte você chegou no último quadrante, as AMEAÇAS EXTERNAS.

Reveja tudo aquilo que você anotou lá em cima e pergunte-se em que o ambiente em que você vive ameaça impedir você de conseguir isso?

E faça uma lista de pelo menos cinco ameaças externas, mais se conseguir.

Procure se lembrar do que lhe disse: a principal razão das pessoas fracassarem não é estarem conscientes de seus PODERES INTERNOS e de suas POSSIBILIDADES é estarem inconscientes a respeito de seus OBSTÁCULOS INTERNOS e AMEAÇAS EXTERNAS.

Como dizia o Sun Tzu: você precisa conhecer seu inimigo senão vai perder a briga, a batalha e talvez até mesmo a guerra!

REVENDO O PASSADO

       Depois de terminar suas anotações dos quatro quadrantes, vá tomar um copo d’água, realize um pequeno passeio e volte.

       Agora reflita sobre algum fracasso seu no passado, seja nos estudos, seja em um relacionamento, seja em um trabalho.

       Realize um POPA especificamente para aquele caso em particular.

       Ao fazê-lo, por ser um fato que já ocorreu, você estará mais preparado para verificar os erros e os acertos na avaliação de si mesmo.

       Depois que terminar, tome um banho ou dê uma caminhada e depois pegue novamente o POPA de sua vida atual e reveja ponto por ponto, corrija os erros de percurso e de avaliação e passe a limpo em seu caderno de anotações sobre seu plano para este Treinamento.

       Se preferir faça isso em uma planilha, ou até mesmo no Word, mas se lembrando de anotar o POPA em quatro quadrantes.

       Depois dê uma boa olhada nessa análise que acabou de fazer e pergunte-se:

       O que você percebe?

       O que você aprendeu de autoconhecimento interna e externamente?

       O POPA descreve uma pessoa (Que não por acaso é você.), essa pessoa tem mais ou menos chances de conseguir realizar o que quer?

       Se as chances parecerem pequenas, o que ela precisa fazer para melhorar isso?

       O que VOCÊ pretende fazer a respeito?

       O que VOCÊ precisa fazer para valorizar e até desenvolver ou aumentar seus PODERES INTERNOS e suas POSSIBILIDADES?

       O que VOCÊ precisa fazer para minimizar e até diminuir ou eliminar seus OBSTÁCULOS INTERNOS e suas AMEAÇAS EXTERNAS?

       Ao terminar esta aula responda a estas perguntas anotando em seu caderno:

1 – O que você percebeu em termos de conhecimento geral?

2 – Você tem mais ou menos chance de conseguir os objetivos recorrendo à reflexão que o POPA lhe proporciona?

3 – Se você tem mesmo (Realmente) esses PODERES INTERNOS e essas POSSIBILIDADES o que você pode fazer este ano, este mês, esta semana, HOJE, para caminhar em direção a seu objetivo?

4 – Qual sua reação diante do POPA se você pensar como um Marujo?

5 – Qual deveria ser sua reação diante do POPA se você pensar como um Capitão?

       A segunda aula que selecionei para que você tenha uma ideia a respeito do curso trata da Síndrome da Aranha:

4.2 – Cuidado com a Síndrome da Aranha.

O que algumas pessoas tem em comum com as aranhas?

Duas coisas: a bunda grande e as oito pernas.

Minha atual esposa deve ter sido uma centopeia em alguma outra encarnação.

Quando ela compra sapatos nunca se contenta com um par só, em geral compra vários e a sessão de sapatos do armário dela é entulhado de sapatos dos mais diversos tipos e modelos.

De vez em quando em um acesso de lucidez ela junta um monte desses sapatos enche uma sacola e dá para a faxineira, alguns deles ela nunca chegou a usar e a maioria deles machucam os pés dela.

Sim, ela tem a síndrome da compra compulsiva, mas tem coisas muito piores por aí.

Eu por exemplo tenho a síndrome da aranha.

Não, não tenho a bunda grande, pelo menos não ainda.

Mas receio que um dia possa vir a ter.

Mas a bunda grande é o menor dos problemas, você sabe em que consiste a síndrome da aranha?

Com certeza você já viu uma aranha e sabe que ela tem oito pernas né?

Pois é as pessoas que sofrem da síndrome da aranha tendem a se dedicar a múltiplas atividades (Uma analogia com as oito pernas.) e isso divide as energias delas, consome o tempo que dispõem e com certeza minimiza os ganhos que poderiam obter se focassem menos atividades se dedicando a elas com mais comprometimento.

Um dos provérbios mais famosos do Millôr Fernandes que divulguei durante toda a minha vida dizia mais ou menos assim: “

“O homem de muitas ideias está no ponto esperando o ônibus quando passa por ele o homem de uma só ideia dirigindo seu cadillac.”

                                    Millôr Fernandes

O Cadillac era um carro símbolo de status no tempo do Millôr.

Embora Cadillac seja um carro que a nova geração desconhece, mas que era muito famoso na geração do Millôr e na minha, você pode concluir que se trata de um carro de luxo.

A mensagem é bem clara: quem se divide em muitas ideias nada consegue e quem se foca em uma só ideia com comprometimento consegue se realizar.

Agora pense nas pessoas que têm muitas ideias, elas se dedicam a implementar cada uma delas e isso dilui o ímpeto, divide os esforços e pulveriza os resultados.

Mas, como verá em nossas próximas lições, pode ser um recurso útil em tempos de crise.

Como tive uma origem humilde e nem conheci meu pai, passei por inúmeras dificuldades, o que não significa que passei por mais dificuldades do que você.

Todos e cada um de nós têm seu quinhão de provações ou dizendo como se diz no Cristianismo: todo cristão tem sua cruz para carregar.

A grande questão não é o tamanho de nossas provações e sim o que fazemos para nos libertar delas.

Como enfrentamos a situação?

Como arregaçamos nossas mangas e colocamos a mão na massa?

O que fazemos para dar a volta por cima?

E na tentativa desesperada para sobreviver acabei por assumir a síndrome da aranha.

O que faz alguém que é pobre em suas tentativas de sobrevivência?

O rico pode se dar ao luxo de conseguir um emprego, o pobre nem sempre.

Em que é mais difícil para o pobre conseguir emprego?

O rico estudou, tem certificados, tem diplomas, tem formação, pais influentes que podem conseguir um emprego para ele dando apenas um telefonema, alguns deles trabalham na empresa do pai, ou herdam fortunas e vivem de renda.

Até em concursos os ricos levam vantagem, pois podem frequentar excelentes cursos preparatórios, podem comprar cursos e livros de apoio, tem tempo para estudar porque não estão trabalhando, estão bem alimentados e chegam ao local do concurso no próprio carro e às vezes lá são levados pelos seus pais.

Quanto ao pobre, dificilmente tem preparo suficiente, não frequentou cursos, não tem pais influentes, não herdam nada (Exceto dívidas.) e se quiserem passar em um concurso, não tem recursos para pagar um cursinho, tem que estudar nas horas vagas porque trabalham e não podem se dar ao luxo de comprar livros, tem que estudar na biblioteca ou em livros que lhes sejam emprestados.

Ah! Quando vão ao local do concurso, vão de ônibus ou a pé, e às vezes em jejum.

E há outros fatores a considerar nesse quadro.

O trabalho que o pobre consegue ter devido a sua falta de formação em geral é trabalho braçal.

Depois de ter sido servente de pedreiro, fui empacotador em supermercado, fui office boy (Uma espécie de mensageiro.), fui vendedor e exerci mil e uma atividades para conseguir sobreviver.

E todo o dinheiro que eu recebia eu entregava à minha mãe que não me dava dinheiro nem para o ônibus, eu me lembro que em um de meus primeiros empregos eu tinha que caminhar dois quilômetros e meio para ir de manhã, mais a mesma distância para vir almoçar, outro tanto para retornar após o almoço e outro tanto para voltar para casa ao final do dia – um total de dez quilômetros sem falar na quantidade de caminhadas no exercício de meu trabalho (Era office boy nesse tempo e caminhava o dia inteiro, talvez os problemas nos joelhos que tenho hoje seja devido a isso.).

E veja bem que tive sorte, nunca trabalhei abrindo valas, limpando esgoto, lavando pratos, como carregador de carga de caminhão, como chapeiro, etc…

Ou se fosse mulher, nunca precisei trabalhar como faxineira (Que é um emprego muito melhor do que os empregos masculinos para pessoas de baixa renda.) nem precisei me prostituir como muitas meninas pobres fazem.

Mas a síndrome da aranha está quase sempre presente na vida de pessoas que tenham origem humilde.

Na maioria das vezes é uma solução simples: fazer um bico (Não em Portugal é claro.) para aumentar os ganhos, ter um segundo emprego, às vezes até um terceiro.

Como entrei na síndrome da aranha?

Foi bem fácil, aleguei ter perdido minha carteira de trabalho de menor e tirei uma segunda carteira.

Consegui dois empregos como vendedor (Ambos ao mesmo tempo.).

O primeiro era em uma empresa que fabricava extintores de incêndio na Vila carioca em São Paulo, cuja supervisão era às sete da manhã.

Eu tinha que comparecer a essa supervisão (Dois ônibus para ir.), sair correndo (Apenas um ônibus para chegar ao segundo emprego que ficava na Av. São Luís no centro de São Paulo.) onde trabalhava como vendedor de estantes de vidro para lojas.

Ao final do dia corria para meu curso de Contabilidade no Colégio Frederico Ozanam na rua Augusta (Fechou não existe mais.), chegava em casa por volta da meia noite e tinha que comer, tomar banho, dormir e acordar no dia seguinte as cinco da manhã para poder chegar à Vila Carioca no horário para a supervisão.

Estava instalada a síndrome da aranha.

Mas, como disse, eu tive sorte, pois isso não durou muito.

Fui promovido a supervisor de vendas na empresa das estantes de vidro e me demiti da empresa que fabricava extintores de incêndio, que aliás até hoje nunca pagou minhas comissões de vendas.

Mas nunca mais me livrei da síndrome da aranha.

Antes de conseguir obter minha formação superior, eu mantinha quatro atividades: trabalhava como vendedor de uma empresa de perfilados de aço, dava aula de artes marciais à noite, escrevia livros nos fins de semana e nas horas vagas  era artista plástico pintando retratos que vendia exibindo-os na feira de artes da Praça da Liberdade em São Paulo que era a cidade em que eu morava àquela época.

Observe que nessa época minha Síndrome já tinha quatro pernas.

Mesmo quando obtive a formação superior a custa de muito sacrifício eu ainda estava na síndrome da aranha.

Eu atuava como terapeuta regressionista; dava aulas na Pós graduação em diferentes Universidades e Faculdades brasileiras (Em vários Estados.) e continuava escrevendo livros.

Mas minha Síndrome já tinha melhorado, apenas três pernas nessa época.

Com o advento da Internet passei a trabalhar pela internet também (O que era a quarta perna da aranha nesse período.).

Mas a coisa ficou ainda pior, como vou contar em nossa próxima aula.

Talvez você considere falta de cortesia o referir-me a meu exemplo pessoal quando trato deste assunto, mas entenda que o faço no espírito de passar a você fatos reais, vivenciados por mim, e não teoria inútil.

É um tanto quanto desagradável referir-me a minhas vivências pessoais e preferiria não fazê-lo, mas se agisse assim teria que lhe passar apenas conceitos teóricos e o privaria do melhor da teoria que é sua aplicação prática.

Não conheço a experiência de ninguém, tão bem quanto conheço minha própria experiência e como tenho a intenção de tornar este treinamento o mais real possível me vejo obrigado a me reportar às lições que aprendi em minha própria carne, na prática.

Desculpe-me a objetividade desse procedimento e espero que a validade das informações que estou passando compensem de sobejo esse contratempo.

       A terceira aula que selecionei para que você tenha uma ideia a respeito do curso trata dos relacionamentos e, nesta lição específica da Paixão:

5.05 – Paixão a arte de crescer através do prazer e da dor.

A paixão é um jogo arriscado em que pelo menos uma pessoa acaba ferida, em geral as duas, embora de diferentes formas.

A paixão tem princípio, meio e fim como tudo na vida, a solução é que não doeria se acabasse para os dois ao mesmo tempo, o problema é que acaba para um, mas ainda não acabou para o outro.

É isso que faz a paixão doer.

A paixão só surge quando transferimos para o outro a nossa oportunidade de sermos felizes.

Ninguém tem o direito de praticar tamanha violência consigo mesmo e com o outro.

Reflita sobre a próxima ilustração:

       Veja isso com outras palavras, para ver se sua compreensão aumenta, é muito importante que entenda bem isso antes de prosseguir:

       Quando você aprende a se amar você começa a merecer o amor, mas isso só acontece quando você aprende a se amar.

       Quando você ainda não encontrou a pessoa amada é porque ainda não aprendeu a se amar de verdade.

       Se você só gosta de alguém porque precisa dessa pessoa isso não é amor é utilitarismo.

       E é nesse momento que devemos ter em mente que o mundo tem tanto desamor porque usamos as pessoas e amamos as coisas, quando deveríamos usar as coisas e amar as pessoas.

       Dizem por aí que a melhor cura para uma paixão é outra paixão, mas isso não é verdade, a melhor cura para uma paixão é o amor e sobre isso falaremos em próxima remessa, já que paixão nada tem a ver com amor.

       O grande problema de tentar curar uma paixão com outra paixão é que ao sairmos de um envolvimento apaixonado não estamos interessados em viver uma nova paixão, desejávamos viver novamente a paixão que acabou de sair de nossas vidas.

       Apenas duas coisas curam a paixão, o tempo e a sabedoria.

       Como você já aprendeu aqui no Transformacionalismo a sabedoria transcende o conhecimento, porque consiste justamente no conhecimento sendo colocado em prática.

Somente após aplicar o conhecimento, você adquire sabedoria.

O tempo também é outro método para curar a paixão porque traz o autoconhecimento e faz renascer o respeito por si mesmo, o amor por si mesmo.

       Algumas vezes a paixão acaba porque perdemos a confiança na pessoa com quem nos relacionamos:

Veja bem que a confiança não desaparece de uma hora para outra, é um processo gradual, é preciso lembrar que todos cometemos erros e pequenos deslizes:

       Quando a pessoa com quem você se envolveu começa a falhar, a faltar, a marcar encontro e não comparecer, surge um nó no relacionamento.

       Se não te liga mais, se não responde às suas ligações, então está na hora de rever alguns valores.

       Algo não vai bem, é preciso refletir a respeito e se você tiver uma reação amadurecida fundamentada na sabedoria, perceberá que se algo vai mal pode acabar, e se realmente perceber isso em tempo sofrerá menos.

       Não faça disso um drama, é burrice, pura ignorância:

Se você não se ama não merece ser amado.

É por isso que ninguém além de você consegue curar a dor da paixão.

É algo íntimo, é algo pessoal, não depende de mais ninguém a não ser de você mesmo.

É claro que você pode pedir ajuda, mas de pouco lhe serve, se você não ajudar a si mesmo.

E lembre-se nesse negócio de se curar de uma paixão, a cura só vem após o sofrimento, se não sofrer, se a cura vier rápido demais, você não aprenderá essa poderosa lição que a vida lhe dá:

       E se na realidade você não gosta realmente dessa pessoa, gosta do corpo ou da beleza física dela há uma outra lição a aprender:

E não culpe os outros ou o destino pelo sofrimento que a paixão lhe trouxe.

Ninguém colocou uma arma em sua cabeça e o obrigou a se apaixonar por alguém.

Isso foi uma escolha sua, uma decisão sua:

       Se alguém abandonou você, nunca te mereceu, não perca tempo se lamentando:

Há pessoas que surgem em nossas vidas para desaparecerem logo a seguir.

Outras surgem para ficar.

Temos algo a aprender com ambas:

       Até o Chico falava sobre isso:

       A vida passa por muitas etapas, a paixão é apenas uma delas e todas as etapas chegam ao fim até mesmo a própria vida.

       A única Lei da Mãe Natureza que é imutável é que tudo muda.

       E é por isso que a vida tem momentos de tristeza e de decepção, para que você saiba aproveitar e valorizar os momentos de alegria e de realização.

       Todas etapas terminam e isso é bom (embora possa não parecer assim).

       É preciso se libertar do que não funciona:

Quando atendia em meu consultório em São Paulo, muitos pacientes, tanto homens como mulheres, me procuravam por causa de problemas de paixão.

Preparei para esses pacientes este folder:

Nesse folder eu usava uma linguagem muito dura porque não se tratava de um curso informal como este e sim de terapia pesada para pessoas que estavam sofrendo muito.

Vou transcrever nas páginas a seguir parte do conteúdo desse folder para sua reflexão:

Você lembra de quando estudou isto aqui no Transformacionalismo?

       Paixão é cobrança.

Queremos o que achamos bom para nós e quando acaba nos sentimos feridos; é como se tivéssemos perdido alguma coisa.

No amor queremos o que achamos bom para outro alguém, se a pessoa decide partir respeitamos esse direito.

Estudaremos a questão do amor em uma próxima remessa e você verá que é bem diferente da paixão.

Espero que você tenha gostado desta pequena amostragem das muitas aulas do curso do Transformacionalismo.

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