Marco Raposo asceta budista, acupunturista Kung Fu Master Cotia – SP 15/01/2019 as 1:23

SEGUNDO NÍVEL Segunda Aula.

2.02 – Faça seu plano para navegar.

Logo ao início desta lição nos deparamos com o nosso Plano de Navegação. Não foi difícil para mim descrever um primeiro Lema de Vida nem o que me faz feliz. Porém, foi difícil responder a terceira questão: Que talento tenho que é especial? em que sou melhor do que os outros naquilo que faço?

Pensando nas coisas que julgo fazer bem, para cada uma delas, eu consigo pensar em alguém melhor do que eu nelas. Fiquei com uma dúvida:

Devo diminuir o raio de análise, limitando apenas às pessoas as quais tenho contato e excluindo as pessoas que tenho ciência do trabalho e atuação mas que não fazem parte de  círculos de relacionamento?

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QUARTO NÍVEL Décima Quinta Aula.

4.15 – Analisando alguns conceitos fundamentais

Eu tinha o costume de, ao chegar em casa, colocar o que trazia nas mãos sobre o aparador que fica logo ao lado da porta de entrada da minha casa.

O problema é que o movel acabava ficando entulhado de coisas sobre ele. Chegava por vezes diversas a ter que procurar por chaves ou por minha carteira naquele monte de coisas.

Aos finais de semana, sempre a mesma história: eu olhava aquela desordem e dizia a mim mesmo: vou ajeitar isso tudo. Colocava cada coisa em seu lugar, descobria que havia levado para casa coisas que sequer me recordava… Mas logo após ajeitar cada coisa em seu lugar (contas nas pastas de contas, correspondências e papéis diversos sem utilidade no lixo, etc.), eu recomeçava a bagunça.

Isso foi até o dia que eu adotei uma solução, na verdade o que eu achamo de “solução do Paraguai”, porque eu não me disciplinei; o que eu fiz foi criar uma dificuldade: eu decorei o aparador com uns adornos. Agora, não há espaço para eu colocar mais nada sobre ele e, como não gosto de deixar coisas no chão, ao entrar em casa com algo nas mãos eu já encaminho a coisa ou objeto direto ao seu destino. As chaves não perco mais: as penduro atrás da porta.

Marco Natali 15/01/2019 as 7:42

Essa questão de descobrir nossos talentos, exceto quando algum talento salta a vista logo de cara, é facilmente resolvido quando perguntamos a familiares, pessoas que nos conhecem ou que conosco convivem. Mas temos que perguntar sem arrogância, mais ou menos do tipo: “– Você acha que tenho algum talento, você vê algum talento em mim?” Mas se você realmente é melhor que os outros naquilo que faz, isso vai saltar aos olhos. E a grande questão é que se você não é melhor que os outros naquilo que faz, você tem que se fazer e responder de maneira bem coerente a duas perguntas: “- O que me impede de ser melhor que os outros naquilo que faço?” e “O que aconteceria se eu fosse melhor que os outros naquilo que faço?” Responder a essas duas questões pode gerar um novo rumo em sua vida. E se você se depara com alguém melhor que você em coisas que julga fazer bem, isso é muito bom! Você tem então exemplos que emular, heróis do dia-a-dia a quem imitar. Isso não é bom? Exemplum Docet! E é claro que não deve limitar seu raio de análise. Lembre-se do provérbio americano que diz: “Mire no Sol, mesmo que você erre estará entre as estrelas.” E sempre é bom lembrar (Como consta na autobiografia que eles escreveu.) que o Benjamin Franklin emulava Jesus e Sócrates. Excelentes exemplos não é? Quanto a costumes e hábitos é salutar ter em mente que primeiro criamos os hábitos e depois os hábitos nos criam. Daí a necessidade de semeá-los, adubá-los, regá-los e eliminar as ervas daninhas que possam impedi-los. Costumo usar uma mentalização rápida nesses casos. Quando tranco o carro e estou com a chave na mão entrando em casa, já a imagino (visualizo) presa a um elástico (desses de dinheiro) que se estica e incomoda e sei (por me treinar a respeito) que esse desconforto só terminará quando eu a coloco no ganchinho que coloquei ao lado da porta especialmente para isso. Aliás, para a chave da casa eu uso um chaveiro com um grande cordão, pendurado a uma das alças que prendem meu cinto. Faço isso porque meu Home Office (como você já viu quando esteve em minha casa) fica lá fora, nos fundos. Isso me faz colocar a chave no bolso e puxá-la de volta quando vou entrar no escritório. Se não o fizesse chegaria até a porta do escritório, as vezes carregando coisas e teria esquecido a chave lá na sala. Ou seja, cada coisa em seu lugar e com a percepção que as coisas não são iguais e necessitam de estratégias diferentes. Outra coisa relevante em seu relato: é errado essa prática de “dizia a mim mesmo”, se você tem tempo de dizer, tem tempo de fazer. Não diga nada, apenas faça! Não é que a bagunça vá terminar. Mas ela só deve surgir como consequência de uma tarefa maior. Explico. Por exemplo: quando escrevo um livro, as obras de referência se acumulam em minha mesa devido à necessidade de consultá-las inúmeras vezes. Assim que concluo o preparo do livro (Em geral em um dia ou no máximo dois), todas essas coisas são recolocadas em seus respectivos lugares. Só entulho minha mesa quando há coisas a fazer e não posso esquecer-me delas (devido a meu problema de memória, deixo-as à vista até resolvê-las). Gostei da “solução do Paraguai” achei excelente! Nada mais é que uma chave de memória que o ajuda a lembrar-se do que tem que ser feito. Ótimo! Parabéns!